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Brasil Propõe à China Flexibilização de Cotas de Carne Bovina

Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, destaca que Brasil pode assumir cotas não cumpridas por outros países.

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Brasil Propõe à China Flexibilização de Cotas de Carne Bovina

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O governo brasileiro está preparando uma proposta para a China que visa a flexibilização das cotas de importação de carne bovina isentas de tarifas adicionais, conforme anunciado pelo Ministério do Comércio da China no dia 31 de outubro. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que, caso um país não consiga cumprir sua cota, o Brasil poderá assumir essa quantidade.

Fávaro lembrou que as cotas foram definidas de forma igualitária entre os países, com base na participação no mercado de importação nos últimos três anos. "Se o nosso preço for competitivo e a qualidade da carne for reconhecida, isso também ajudará a conter a inflação de alimentos na China", comentou o ministro.

As discussões sobre essa proposta acontecerão ao longo de 2026. O governo chinês já informou que, a partir de agora, impostos adicionais de 55% serão aplicados para os volumes que ultrapassarem as cotas estabelecidas. Essa medida terá validade de três anos, até 31 de dezembro de 2028.

O Brasil, que é o principal fornecedor de carne bovina para a China, terá uma cota de 1,106 milhão de toneladas isentas de tarifas adicionais em 2026. Esse volume deve crescer para 1,128 milhão de toneladas em 2027 e 1,154 milhão de toneladas em 2028. Em comparação, o Brasil já exportou 1,499 milhão de toneladas de carne bovina para a China até novembro deste ano, totalizando US$ 8,028 bilhões.

Outros países também terão suas cotas limitadas, sendo que a Argentina terá direito a 511 mil toneladas e o Uruguai a 324 mil toneladas sem tarifas adicionais em 2026. Fávaro ressaltou que as negociações com a China são fundamentais e que o Brasil se mantém confiante na abertura de novos mercados para a carne bovina, incluindo expectativas de acesso ao mercado japonês em março do próximo ano.

O ministro ainda destacou que o Brasil não pretende contestar as novas medidas da China na Organização Mundial do Comércio, reafirmando a boa relação entre os dois países e a transparência nas negociações que têm ocorrido nos últimos meses.