Anvisa emite alerta sobre intoxicação por metanol na Bahia
Agência recomenda cautela no consumo de bebidas alcoólicas após casos registrados em Ribeira do Pombal

Foto: Pixabay
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou um alerta à população sobre os perigos do consumo de bebidas alcoólicas de procedência duvidosa após a confirmação de sete casos de intoxicação por metanol no município de Ribeira do Pombal, na Bahia.
O metanol, também conhecido como álcool metílico, é um líquido incolor e volátil, com um odor semelhante ao etanol, mas que é extremamente tóxico ao ser humano. Sua ingestão pode causar danos severos ao sistema nervoso central e à visão, podendo resultar em situações críticas se não houver tratamento imediato.
A Anvisa recomenda que os consumidores verifiquem a origem das bebidas alcoólicas que irão consumir. É aconselhável evitar produtos que não possuam rótulo, lacre de segurança ou selo fiscal da Receita Federal. Além disso, é importante desconfiar de preços que estejam muito abaixo da média do mercado.
Entre as orientações estão a verificação do rótulo, que deve conter informações como o nome do fabricante, lista de ingredientes e o número de registro no Ministério da Agricultura. A compra deve ser realizada apenas em estabelecimentos regularizados, como supermercados e distribuidoras. A agência também sugere exigir nota fiscal e observar a aparência da bebida, que deve ser límpida e sem impurezas.
Bebidas caseiras ou artesanais que não sejam regularizadas também devem ser evitadas. Para os comerciantes, a recomendação é prestar atenção redobrada aos fornecedores e assegurar a procedência legal dos produtos vendidos.
Em estabelecimentos como bares e restaurantes, os consumidores têm o direito de conhecer a origem da bebida. A Anvisa orienta que se peça para ver a garrafa antes da preparação de drinks e, sempre que possível, que a bebida seja preparada na presença do cliente, diretamente da embalagem original.
A Anvisa está monitorando os casos de intoxicação por metanol em colaboração com o Ministério da Saúde, as vigilâncias sanitárias locais e o Ministério da Agricultura. A agência afirmou que estão sendo tomadas todas as medidas necessárias, incluindo ações de fiscalização e liberação de antídotos, para proteger a saúde da população.